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14/11/2015

Baú Sem Fundo

                                                                                                                                                                Em versos,

nada se esconde...

Neles, de tudo se encontra,

ainda que lá não tenha sido guardado...


Asas...

Cada qual com as suas...


ju rigoni (2008)


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05/02/2012

Das Esperas...

. 
. 
Em meio ao inferno dessa primavera,...

onde estão as flores?...


Tomara nunca se tenha

saudades do inverno...


ju rigoni 


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22/01/2012

Ausência

.
. 
Sem travessões à mesa,

duas colheres de reticências

e amargo o café da manhã...


Inútil tentar esculpir

o miolo desse pão dormido...


ju rigoni (2008)


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08/01/2012

Princípio

. 
. 
Dúvida,

dor,

alívio,

cura!...


É o poema

o criador

e a criatura...


ju rigoni (2009)


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17/12/2011

Realidade

.
.
Muita vez

voo por um céu presumido...


Muita vez

preciso beber

do que não esclarece,

mas entorpece

e me deixa viver

um ou dois

momentos sublimes;

de sonho...


ju rigoni (2005)


Boas Festas e Feliz 2012! 




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04/12/2011

Cálice

.
.
À beira dos meus abismos,

por favor, não grite...

Não me torture

à procura de um eco...


ju rigoni (2005)



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20/11/2011

N(ovo)?

.
.

Às claras, a pergunta...


Onde estão as gemas?...


Os necessários seres, -


os tais Humanos?



ju rigoni (1998)




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06/11/2011

Corte



Arrasta no chão,

sem bainha,

o sentimento...




Tento enfiar as linhas

no buraco apertado

da minha agulha.



Admito!

Não sei costurar...


ju rigoni (2005)



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28/08/2011

Meio

.
.
De frente para o meu verso

piscam universos que desencanto...


Ah, que pena...

a do poeta...


ju rigoni (2008)


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21/08/2011

Miolo

.
.
Não se pode adivinhar agora
o que há de acontecer
em um minuto
ou uma hora...

Mas é preciso que se diga:
o amanhã tem sido, no máximo,
torradas crocantes
de pão dormido.

ju rigoni (2009)


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14/08/2011

Rotina

.
.

Recuso-me

a essa visão acomodada

da semi-preciosa pedra

lapidada...


ju rigoni (1999)


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07/08/2011

Meia Luz



O afago, o fogo, o jazz...
A roupa jogada aos pés,
desejos ao infinito...
Ella serpenteia o prato...
A voz, - sim, não, talvez... -
segreda olvidos ao ouvido.

Tempo de ganhar tempo...
O tempo perdido
no fim que é recomeço, -
um novo tão conhecido...

No vai-e-vem apressado,
o amor, feito ovo estrelado,
estala em saliva fervente...
A língua lambendo a clara,
a gema no meio da cara, -
o melhor para o fim...

No sal da pele se acendem
as chamas de novamente,
e a boca quente... hummm!
é a de sempre,
a de sempre,
sempre...

Arrepio, alívio, harmonia...

...

Entre o ontem e o agora, uma certa nostalgia
tempera sulcadas e negras mandalas

a girar nas manhãs de um amanhã renovado, -
que ignora o passar apressado das horas...


ju rigoni (2008)


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Fundo de Mim
, Dormentes, Navegando...

31/07/2011

......




A folha ainda em branco
e sem qualquer movimento
agita meu pensamento;
é vento...
soprando ao ouvido
palavras que passam correndo...
Em disparada!

Arfante, descabelada,
corro atrás...
E quero mais e mais...

...

É um ponto cruz...
o desenho em linhas azuis
que toma o branco da folha...

Tornado...
Risco nos meus bordados...

ju rigoni (2004)

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24/07/2011

Olhar




O poeta, solitário e triste,
encolhe-se em seu inverno,
nem tão frio, nem tão branco...
Quão intrigante é vê-lo assim, de perto,
traduzindo em versos o seu vazio!...

Divina é a serventia
da palavra
que empresta sua companhia...


ju rigoni (Anos 80)

17/07/2011

Felino?...

.
Olhar congelado,
transcendente…
Andar silencioso,
elegante,
sensual, sinuoso…

Adora um sofá!

Unhas afiadas
à pedras e paredes,
o rabo (uma serpente!)
balança languidamente…

É bicho ou é gente?…

ju rigoni (2005)


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10/07/2011

Desjejum

.
.

Beijo, água, mamão,

leite, café, queijo,

pão...

e poesia...


Bom dia!


ju rigoni (1999)




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Fundo de Mim, Dormentes, Medo de Avião.

03/07/2011

Última Fase

.
.
Um sorriso de lua minguante, -

amarelo e torto -,

espreita uma estrela

que ilumina palavras

no mesmo leito em que se deita...


ju rigoni (2002)



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23/06/2011

(dest)arte

.
.

Há uma mancha escura

no branco-gelo

da parede do corredor...


Metáfora do mofo

no cafofo de um poeta...


ju rigoni (2010)



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19/06/2011

Rota

.
.
No céu da minha boca
voa a língua,
sem receio de chuva
raio ou trovão.

Do céu da minha boca
vou ao inferno
sem fazer baldeação...

Medo,...
só de avião.

ju rigoni (1999)


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12/06/2011

Polinizando...





Atraídas pelo néctar do pensamento,

as palavras voam nas asas da escolha...



Como borboletas num jardim em flor,

pousam...

sobre a folha.



ju rigoni (2002)



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