28/03/2010

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Entre o que há
e o que havia,
a pior espécie de homem...
A que destruía.

ju rigoni (2007)


2 comentários:

Paula Laranjeira disse...

Fico olhando a humanidade, nós homens, hóspedes do agora, não levamos em conta os conselhos para nossa própria salvação. salvação de uma espécie que já está condenada a destruir-se a si mesma.

Bjs

Paulo Tamburro disse...

JU,

permita-me comentar o título do seu blog

Certo?

Em outra ocasião prometo, não quebrar o protocolo com relação as comentários.

Hoje só escrevo, crônicas de humor, mas a primeira que escrevi foi dentro de um avião C.47 da FAB, indo para Altamira.

Aquela lata velha tremia e fazia tanto barulho que eu tinha que decidir, ou brincava com aquela situação ou explodiria de temor.

Optei pela primeira alternativa e escrevi uma crônica : O dia em que eu morri no avião.

Na realidade, eu viajo sempre, mas concordo com você.

Veja bem: Homem tem asas? E os passarinhos?

Então seguindo a ordem natural das coisas homens não deveriam voar.

Mas nosso compatriota Santos Dumont, inventou este troço e o mais pesado do que o ar , passou a voar.

E toma vácuo, descidas inesperadas,raios que nos partam em todas as janelas saindo das nuvens por tudo quanto é lugar e você olha para lado e tem um idiota irresponsável comendo hamburger.

Aí vem a aeromoça com aquele sorriso verde ( sim, verde, pois é o sinal aberto para uma descida catastrófica daquele troço) e pergunta:

-"Deseja alguma coisa ?"

Então respondo:

-"Sair daqui, imediatamente".

Então a aeromoça pensando que estou fazendo gracinha , começa a rir e o cara do lado se engasga com o hamburger.

Solícita e risonha, complementa:

-"Vou lhe trazer, uma bebida".

E aí quem complementa , sou eu:

-" E duas dúzias de Lexotan".

E JU, esta coisa está assumindo, caracteristicas assustadoras, pois numa das minhas últimas viagens o comandante dizia que estavamos voando a 20 mil metros de altura.

Então eu gritei:

-"Quem lhe pediu para fazer isto, seu presepeiro maluco?"


Novamente, a aeromoça aproximou-se de mim e segurou a minha mão.

Bem, aí lhe confeso que ,aquele cantor tinha razão.

Que mão quentinha daquela loira monumental.

Aquilo sim, era uma "avião " seguro.

Imagine a temperatura do conjunto da obra? (rs).

Um abração carioca e fique com Deus eo mais longe possível destas máquinas desatrosas (rs).